Aldeia Naô Xohã, impactada pelo desastre de Brumadinho, em São Joaquim de Bicas.


Comissão integrada pelas três esferas de governo iniciam ações junto à Aldeia Naô Xohã, impactada pelo desastre de Brumadinho, em São Joaquim de Bicas.


Na manhã desta segunda (28/01) representantes da União, Estado e Município se reuniram com as 18 famílias da etnia Pataxó Hã-Hã-Hãe, que migraram de Santa Cruz de Cabrália/Bahia e estão assentados às margens do rio Paraopeba, em São Joaquim de Bicas, em área de uma mineradora. O desastre da Barragem de Feijão em Brumadinho atingiu de forma indireta a aldeia e foram traçadas ações emergenciais visando à minimização desse impacto.


Água Potável


Ações integradas entre o município junto à Copasa e Governador Valadares/Belo Horizonte, articuladas pela Funai, através de campanhas solidárias (água mineral) darão a eles a garantia de abastecimento, antes feito em minas do outro lado do rio.

Alimentação

Contará com campanha solidária junto ao município uma vez que não se sabe ainda o grau de contaminação nas verduras e legumes lá cultivados e não é possível mais a pesca local no rio Paraopeba.

Saúde


A Secretaria de Saúde Indígena/Ministério da Saúde e o Município cuidarão de ações conjuntas tendo em vista o elevado grau de potencialidade de doenças motivadas pelo aparecimento de insetos transmissores de doenças.


Habitação


Quanto à habitação, como a regularização fundiária está em andamento após o reconhecimento pela Funai do aldeamento, a solução paliativa em substituição aos barracos em lonas plásticas está sendo a construção de casas em madeira, em parceria com a ONG Teto Brasil. Cinco casas já estão concluídas e outras 13 casas estão em projeto urbanístico pela equipe do Projeto Minas Indígena, Sedinor/Cohab, estando também em tratativas com a Secretaria Estadual de Educação a construção de uma escola indígena na aldeia. Na próxima semana um engenheiro agrimensor da Cohab e um da Funai farão o levantamento topográfico do local do assentamento.


Danos Ambientais


Dois defensores públicos da União também já visitaram a aldeia e, juntamente com o Ministério Público Federal, estão avaliando o grau de dano ambiental que possa amparar uma possível ação judicial. Os peixes mortos estão sendo recolhidos, enterrados e cobertos por areias para reduzir o mau cheiro que já paira em toda a área da aldeia e a possibilidade de contaminação.

Inicialmente muito emotivos foram relatando as demandas, e ao final, após sentirem o apoio do poder público nacional, estadual e local, ficaram menos aflitos.


Participaram da reunião:


Pelo Governo Federal/Fundação Nacional do Índio: Jorge Luiz, coordenador regional da Funai em Minas Gerais e Espírito Santo; os técnicos Pablo Camargo, indigenista e Hélcio Mattos, engenheiro agrimendor;

Pelo Governo de Minas Gerais/Companhia de Habitação – Cohab Minas, Adélia Aparecida de Resende Maia, coordenadora do Projeto Minas Indígena e o técnico Leandro Rocha;

Pelo Município, Antônio Augusto de Resende Maia, Prefeito de São Joaquim de Bicas.

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