Programa Água Doce na Terra Indígena Xakriabá

May 24, 2018

 

A equipe da Secretaria das Cidades, responsável pela implantação do Programa Água Doce, apresentou à equipe do Minas Indígena as ações a serem executadas na Terra Indígena Xakriabá: o tratamento das águas obtidas através de poços artesianos. Na TI (Terra Indígena) Xakriabá existem vinte poços sendo que dez deles não estão em pleno funcionamento: um dos motivos é a grande escassez hídrica que impede as recargas dos reservatórios subterrâneos e, também, o fato de que a geologia é de rochas calcárias motivadoras de incrustações nas paredes dos tubos dos poços.

 

O programa promove o acesso à água de boa qualidade para consumo humano, incorporando cuidados ambientais, técnicos e sociais. A água salobra, salina ou com excesso de minerais é tratada por diferentes tipos de equipamentos. Na TI Xakriabá o maior problema está no fato de que existem muitos minerais na água que prejudicam a saúde com a formação de cálculos. Em Minas Gerais, o investimento é da ordem de R$ 15 milhões e tem como meta a instalação de dessalinizadores em 69 localidades rurais, atendendo a uma população de aproximadamente 28 mil pessoas e, dentre elas, está a etnia Xakriabá em São João das Missões, Território Norte.

 

Para a produção de água doce, a água subterrânea é captada por meio de poço tubular profundo e armazenada em reservatório de água bruta. Em seguida esta água salobra, salina ou com excesso de minerais é tratada pelo dessalinizador, através de osmose inversa. A água dessalinizada é armazenada em reservatório de água potável para ser distribuída para a população.

 

O Programa Água Doce é uma ação do Governo Federal compondo o Programa Água para Todos que integra o Plano Brasil sem Miséria. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente tem previsão de implantação nos municípios do semiárido brasileiro. Minas Gerais é um dos dez estados que integram o semiárido nacional. As 69 comunidades que receberão o Programa estão nos 85 municípios que compõem o semiárido mineiro.

 

A coordenação estadual é feita pela Secretaria das Cidades – Secir, que é a Convenente/gestora dos recursos e que conta com a parceria do Instituto Mineiro de Gestão das Águas - Igam e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais - Copasa. Há também um núcleo validador das ações composto por outros órgãos.

 

Participaram da reunião:
Secir: Christiny Schuery, Glória Stephanie e Fernanda Oliveira.
Minas Indígena: Adélia Maia, Alexandre Cosso e Leandro Rocha

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